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quarta-feira

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 23/04/07

O SR. PRESIDENTE (Osmar Serraglio) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodovalho, para uma Comunicação de Liderança, pelo Democratas.

O SR. RODOVALHO (DEM-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para me pronunciar em nome do partido, a respeito da questão ambiental.

A crise que enfrentamos, em relação ao meio ambiente, é de magnitude mundial. Há um grande esforço em todas as nações, inclusive com a formação de comitês de gestores, para solucionar o problema.

O nosso desenvolvimento não foi ecologicamente planejado e sustentado, e estamos começando a colher os resultados. O que nos aguarda, nas próximas décadas, é um cenário bastante difícil e pessimista, tendo em vista resultados do último encontro do comitê da ONU, que, no boletim emitido, faz previsão de degelo nos pólos, de savanização da Amazônia, de aumento da temperatura de até 3.4 graus Celsius e de outras gravíssimas conseqüências.

Frente a esse quadro, as grandes empresas — PETROBRAS, CSN, Vale do Rio Doce, empresas de celulose e de recolhimento do lixo em nossas Capitais, especialmente nas grandes e médias cidades — devem se responsabilizar, de maneira especial, pelo meio ambiente.

Sabemos que a PETROBRAS, por exemplo, tem o maior lucro do País, beirando a casa dos trilhões de reais. Essa empresa investe bilhões de reais em patrocínios, convênios, termos de parcerias, que não são abertos à população, e suas prestações de contas não são apresentadas ao Congresso Nacional.

Sr. Presidente, chegou a hora de essas empresas darem sua contrapartida no que diz respeito à responsabilidade ambiental. Quando ocorre um acidente ambiental, não há ação imediata por parte do agente contaminador e poluidor para solucionar o problema.
Em Céu Azul, por exemplo, cidade próxima ao Distrito Federal, parte da população foi contaminada por tanques de gasolina furados e envelhecidos. Várias pessoas estão com câncer. Digo isso porque, como membro de uma ONG ambientalista, tive a responsabilidade de cuidar dessas pessoas.

Em diversas situações, o agente contaminador vira as costas para a população, não se responsabiliza por sua recuperação. Refiro-me à PETROBRAS, grande empresa, com fortíssimo poder aquisitivo, capaz de se tornar responsável pela sua ação econômica. Ela ganha dinheiro com postos de gasolina e põe em risco a vida dos vizinhos, da população que vive naquelas redondezas. Nada mais justo do que ter responsabilidade e ação rápida. projeto de lei propondo que ações na Justiça Comum de vítimas de contaminação pelo meio ambiente tenham prioridade. É inaceitável esperar 10, 15, 20 anos para que uma família seja socorrida, retirada do lugar onde foi contaminada por um grande agente. Eles se escondem nas brechas jurídicas, por meio de artimanhas. Infelizmente, o processo judicial lhes permite agir dessa forma.

Sr. Presidente, também protocolamos pedido de instalação da Subcomissão do Meio Ambiente para tratar especificamente de assuntos referentes a agentes poluidores e contaminadores.

Gostaríamos que a sociedade se sensibilizasse com a situação. Grandes agentes têm contaminado tanto o solo, o meio ambiente quanto o ser humano. Eles devem ser responsabilizados e, no mínimo, obrigados a reparar os danos. E que seja de forma rápida, porque o meio ambiente é patrimônio de todos nós.

Alguns não podem lucrar com dinheiro e benefícios e deixar o ônus para as populações que vivem naqueles locais. Isso é injusto, desonesto, não está certo — nem diante dos homem, nem diante de Deus.

Muito obrigado.

Deputado Rodovalho

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 20/04/07

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, bom dia; Sras. e Srs. Deputados, bom dia; nossos assessores que nos auxiliam nesta manhã, bom dia; todos nossos telespectadores que nos assistem pela TV Câmara, aqueles que nos escutam pela Rádio Câmara, bom dia.

Primeiramente, quero parabenizar Brasília pelos 47 anos de existência. Brasília tornou-se uma capital para o nosso País realmente moderna, ágil, com a melhor qualidade de vida do Brasil, equiparando-se ao nível europeu; por outro lado, Brasília sofre hoje com grande parte de sua população alijada do processo social.

Aos 47 anos de Brasília, numa grande festa que será promovida pelo nosso Governo, Governador Arruda e Vice-Governador Paulo Octávio, teremos momentos de alegria, momentos de festa, inclusive com muitas bandas e cantores; porém, teremos uma parte de Brasília sofrendo, teremos uma parte de Brasília que não tem muito o que comemorar, devido ao desemprego, à falta de oportunidade de trabalho, de inserção social em relação aos aparelhos públicos, especialmente da Saúde e do transporte. Nosso Governo está tomando providências para corrigir isso.

Portanto, nesta manhã, quero parabenizar Brasília, lembrando, contudo, que há muito a ser feito. Brasília tem uma parte da sua população que vai alegrar-se, que vai sorrir, enquanto uma outra grande parte chora, sente-se alijada e desprotegida do processo de participação social.
Em segundo lugar, quero lembrar que protocolamos esta semana a Frente Parlamentar da Família e de Apoio à Vida com 260 assinaturas de Deputados e 10 assinaturas de Senadores.
A Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida nasceu para trazer à família brasileira o apoio necessário.

Sr. Presidente, levantamento do IBGE de 2004 para 2005 mostra que o número de divórcios concedidos no Brasil aumentou 15,5%, a maior taxa desde 1995. A Estatística do Registro Civil de 2005 revela que os divórcios foram sentidos nas Regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste gradativamente.

De acordo com a pesquisa, a média de idade dos homens que se divorciaram foi de 42,9 anos e das mulheres, de 39,4 anos de idade. Ou seja, são casais jovens.
Sabemos que, sem família, as crianças vão para as ruas. Crianças na rua tornam-se adolescentes delinqüentes que, por sua vez, serão adultos transgressores e depois marginais, deixando as cadeias e os cárceres lotados.

A família é a base da sociedade. A Frente da Família veio para lutar e exercer o papel fundamental de ajudar na formação da identidade do ser humano.

Ouvimos, nessas últimas semanas, a declaração do Ministro da Saúde, apoiando, infelizmente, o aborto, contra o qual a Frente da Família vai se posicionar. Acreditamos que a legislação atual protege os casos em que há risco de vida da mãe. Há proteção suficiente.

Entretanto, podemos dar às crianças que são geradas um futuro e uma esperança. Tirar um feto, Sr. Presidente, é um crime, e a Frente da Família posiciona-se contra isso. Existem milhares de casais que não têm a oportunidade ou condição de ter filhos biologicamente e teriam o maior prazer e satisfação de adotar uma criança. Por isso, propomos que, quando uma jovem desavisadamente ficar grávida, ela possa entregar seu bebê às autoridades para que um casal possa adotá-lo.

A Frente da Família nasce para lutar em favor da família, porque a esperança do Brasil é uma família estruturada e digna, que possa dar um futuro aos seus filhos.

Que nós possamos, no aniversário de Brasília, fazer com que tenhamos milhares de famílias estruturadas, dando apoio aos seus filhos. O futuro desta geração são as nossas crianças.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Rodovalho

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 10/04/07

SR. RODOVALHO (PFL-DF. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, bom dia; Sras. e Srs. Deputados, bom dia; nossos assessores que nos auxiliam nesta manhã, bom dia; todos nossos telespectadores que nos assistem pela TV Câmara, aqueles que nos escutam pela Rádio Câmara, bom dia.

Primeiramente, quero parabenizar Brasília pelos 47 anos de existência. Brasília tornou-se uma capital para o nosso País realmente moderna, ágil, com a melhor qualidade de vida do Brasil, equiparando-se ao nível europeu; por outro lado, Brasília sofre hoje com grande parte de sua população alijada do processo social.

Aos 47 anos de Brasília, numa grande festa que será promovida pelo nosso Governo, Governador Arruda e Vice-Governador Paulo Octávio, teremos momentos de alegria, momentos de festa, inclusive com muitas bandas e cantores; porém, teremos uma parte de Brasília sofrendo, teremos uma parte de Brasília que não tem muito o que comemorar, devido ao desemprego, à falta de oportunidade de trabalho, de inserção social em relação aos aparelhos públicos, especialmente da Saúde e do transporte. Nosso Governo está tomando providências para corrigir isso.

Portanto, nesta manhã, quero parabenizar Brasília, lembrando, contudo, que há muito a ser feito. Brasília tem uma parte da sua população que vai alegrar-se, que vai sorrir, enquanto uma outra grande parte chora, sente-se alijada e desprotegida do processo de participação social.
Em segundo lugar, quero lembrar que protocolamos esta semana a Frente Parlamentar da Família e de Apoio à Vida com 260 assinaturas de Deputados e 10 assinaturas de Senadores.
A Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida nasceu para trazer à família brasileira o apoio necessário.

Sr. Presidente, levantamento do IBGE de 2004 para 2005 mostra que o número de divórcios concedidos no Brasil aumentou 15,5%, a maior taxa desde 1995. A Estatística do Registro Civil de 2005 revela que os divórcios foram sentidos nas Regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste gradativamente.

De acordo com a pesquisa, a média de idade dos homens que se divorciaram foi de 42,9 anos e das mulheres, de 39,4 anos de idade. Ou seja, são casais jovens.

Sabemos que, sem família, as crianças vão para as ruas. Crianças na rua tornam-se adolescentes delinqüentes que, por sua vez, serão adultos transgressores e depois marginais, deixando as cadeias e os cárceres lotados.

A família é a base da sociedade. A Frente da Família veio para lutar e exercer o papel fundamental de ajudar na formação da identidade do ser humano.

Ouvimos, nessas últimas semanas, a declaração do Ministro da Saúde, apoiando, infelizmente, o aborto, contra o qual a Frente da Família vai se posicionar. Acreditamos que a legislação atual protege os casos em que há risco de vida da mãe. Há proteção suficiente.

Entretanto, podemos dar às crianças que são geradas um futuro e uma esperança. Tirar um feto, Sr. Presidente, é um crime, e a Frente da Família posiciona-se contra isso. Existem milhares de casais que não têm a oportunidade ou condição de ter filhos biologicamente e teriam o maior prazer e satisfação de adotar uma criança. Por isso, propomos que, quando uma jovem desavisadamente ficar grávida, ela possa entregar seu bebê às autoridades para que um casal possa adotá-lo.

A Frente da Família nasce para lutar em favor da família, porque a esperança do Brasil é uma família estruturada e digna, que possa dar um futuro aos seus filhos.

Que nós possamos, no aniversário de Brasília, fazer com que tenhamos milhares de famílias estruturadas, dando apoio aos seus filhos. O futuro desta geração são as nossas crianças.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Rodovalho

domingo

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 10/04/07

O SR. RODOVALHO - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Osmar Serraglio) - Tem V.Exa. a palavra.

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, gostaria de usar a palavra nesta noite, ao término da sessão, para pedir o empenho dos representantes das nossas indústrias, especialmente das grandes indústrias brasileiras, no quesito contaminação do meio ambiente.

Vimos, no final de semana, o relatório da ONU mostrando a preocupação com o que o Planeta está enfrentando e vai enfrentar nos próximos 10 a 20 anos. Aguarda-se uma profunda alteração em toda a vida no Planeta.

Na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Casa, da qual faço parte, decidimos criar uma Subcomissão para acompanhar os acidentes de contaminação ambiental. Gostaríamos que o Ministério do Meio Ambiente se juntasse a nós, assim como as demais Secretarias de Meio Ambiente de todos os Estados do Brasil, para fazer uma força-tarefa, com a contribuição de cada Estado, de cada indústria, de cada família, de forma a disseminar uma cultura de consciência ecológica, para termos um Planeta que abrigue a vida para os nossos filhos e netos. Do contrário, haverá uma catástrofe a curto prazo.

Quero ainda parabenizar o trabalho da Mesa no sentido de que possamos juntos nos empenhar para ter vitória nesse quesito.

Era o que tinha a dizer.

Deputado Rodovalho

quarta-feira

Política

Deputado Rodovalho lança a Frente Parlamentar em Defesa da Família.

Foi protocolado, hoje, 17 de abril na Câmara dos Deputados o requerimento para criação da bancada da família e de apoio à vida.

O requerimento contou com o apoio de mais de 250 assinaturas de parlamentares. A sua criação tem como propósito acompanhar e fiscalizar os programas e as políticas públicas governamentais destinadas à proteção e garantia de direitos da família, - promover debates, simpósios, seminários e eventos pertinentes ao exame de políticas públicas voltadas às famílias, - participar de discussões, plebiscitos ou referendos, com o objetivo de assegurar os meios necessários para garantia dos direitos da família, - apoiar instituições interessadas na defesa dos direitos da família, - promover o intercâmbio com entes assemelhados de parlamentos de outros países, visando ao aperfeiçoamento recíproco das respectivas políticas da sua atuação, - procurar, de modo contínuo, a inovação da legislação necessária a promoção de políticas públicas, sociais e econômicas eficazes, influindo no processo legislativo a partir das comissões temáticas existentes nas Casas do Congresso Nacional.

Enfim, uma entidade associativa de caráter não-governamental, sem fins lucrativos, formada por Deputados Federais e Senadores da República.

terça-feira

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 04/04/07

O SR. RODOVALHO - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Manato) - Tem V.Exa. a palavra.

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, meus cumprimentos.

Nesta data, em que celebramos a Páscoa, início da Semana Santa, lembramos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sexta-feira.

Sr. Presidente, graças a Deus, com a missão do Nosso Senhor Jesus neste mundo, alguns valores e princípios têm servido de norte para a civilização ocidental.

Graças a Deus, o Senhor Jesus resgatou a dignidade da mulher, trouxe o sentido da família, o respeito à família, ao indivíduo, ao próximo, como a si mesmo.

Trata-se de bases da própria Revolução Francesa, que hoje constituem a base dos direitos humanos.

Sr. Presidente, nesta data, quero agradecer a Deus e a todos os homens. Lembro a missão com que o Senhor Jesus veio a este mundo: amor, fraternidade, luz, direção, senso de missão e respeito mútuo. Graças a esses valores, a sociedade torna-se mais justa e mais equilibrada.

Nesta Páscoa, queremos lembrar aos homens de todas as ideologias, crenças religiosas, que não existe vida, que não existe luz, que não existe esperança, sem amar o próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas.

Sr. Presidente, apesar da tempestade por que temos passado hoje, praticamente com crises e insolvências institucionais, buscamos soluções para os nossos problemas.
Lembro a oração que o Senhor Jesus Cristo nos deixou:

Oração do Pai Nosso
Pai nosso que estás no Céu,
santificado seja o Vosso nome,
venha a nós o Vosso reino,
seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos os nossos devedores,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.

Sr. Presidente, com essas palavras, o homem tem todas as bases filosóficas para buscar a paz.
No Brasil, a classe dos ricos, dos abastados, precisa lembrar daqueles que não têm pão. É preciso que se lembrem das palavras do Senhor Jesus: podemos celebrar a Páscoa não apenas como uma festa, com troca de ovos, que simboliza o sentido da vida, mas sendo fraternos. É preciso estender as mãos uns aos outros para construir um mundo de paz. Como disse o Senhor Jesus, venham ao reino de Deus e tenham paz.

Matéria de capa da revista Veja, da semana passada, com o título No Triunfo da Fé, cientistas concluíram, pela primeira vez, que é uma necessidade interior do homem crer. Ou seja, o registro da fé faz parte do nosso DNA.

Agora, falo na qualidade de professor universitário de Física que fui – e sou –, durante 20 anos. O homem foi feito para crer. Graças a Deus, a fé tem prevalecido ao longo da história. Bem ou mal, trouxe a civilização ocidental para onde ela está. Inclusive, inspirando a Revolução Francesa nos seus valores maiores. Que essa fé, então, possa sobreviver.

Encerro desejando a todos uma feliz Páscoa. Que possamos refletir nestes dias, trazendo o Reino de Deus a esta terra e ao nosso próximo. Vamos desejar ao próximo aquilo que queremos para nós mesmos, independentemente de partidos políticos e filosofias.
Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Manato) - Obrigado a V.Exa. pelas palavras e pela mensagem otimista.

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nessa Páscoa celebramos a paixão e ressurreição de Cristo, Por isso quero agradecer a Deus pelas pessoas que tem fé no nosso Senhor Jesus Cristo.

Venho lembrar nessa quarta-feira santa o amor entre os homens e a fraternidade que foi o objetivo da missão de Jesus Cristo nesse mundo, trazendo a solução dos problemas da toda a humanidade.

Segundo reportagem da revista Veja que trouxe citações dos livros de David Sloan Wilson e David Hamer, dizendo que o homem foi programado por Deus para ter fé, dobrando assim as conjecturas da ciência.

Por isso quero nesse dia de grande importância, assim como nosso Senhor Jesus nos ensinou, fazer a oração do Pai Nosso, desejando que as Benções de Deus recaiam sobre essa casa e demais deputados e também sobre todas as pessoas desse país.

Era o que tinha a dizer.

Deputado Rodovalho

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 16/03/07

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, assessoras e assessores que estão conosco nesta manhã. Quero cumprimentar também aqueles telespectadores que estão nos ouvindo.

Sr. Presidente, ocupo a tribuna nesta manhã para fazer relatos e declarações que julgo extremamente importantes.

Uma pesquisa feita, em tese de mestrado, pela Dra. Fabiana Costa, Promotora do Ministério Público do Distrito Federal, constatou que o sistema prisional brasileiro está perdido, para não dizer confuso. Por um lado, apresenta uma superlotação de 165 mil déficit de pessoas aprisionadas; por outro lado, 43% desses detentos são considerados provisórios, ou seja, pessoas que não foram condenadas, mas respondem a processo na prisão, de acordo com a reportagem do Jornal Correio Braziliense da semana passada.

A pesquisa constatou também que a maior parte das prisões provisórias foi efetuada por crime de furto, no valor de até 350 reais, e feita por pessoas consideradas primárias. Lembrando a história de Maria Aparecida Matos, presa por tentar furtar um xampu e um condicionador no valor de 24 reais, ficou detida 1 ano e meio e, na prisão, perdeu a vista do olho esquerdo por espancamento, tornando-se posteriormente doente psiquiátrica.

A pesquisa aponta também que, uma vez presos, 60% se tornam reincidentes, ou seja, temos uma boa universidade do crime nos cárceres, nas prisões, onde eles são aperfeiçoados no crime, conforme mostra outra reportagem do Jornal de Brasília, do Distrito Federal.

Sr. Presidente, precisamos fazer imediatamente uma revisão nesse sistema.

Gostaria de lembrar que o Governo Federal está com um projeto do PAC. Precisaríamos entender que temos uma chance única na história, pelo menos de provavelmente 1 ou 2 décadas, com recursos para investimento capaz de resolver os grandes impasses da Nação brasileira.
Queria que pudéssemos, Sr. Presidente, usar esse momento ímpar da história para que esses recursos possam ser direcionados, executados com extrema responsabilidade, tendo em vista tirar o Brasil dos gargalos, da praticamente pré-insolvência institucional pelo quadro de violência social que estamos vivendo.

Sr. Presidente, quero ressaltar nesta manhã nosso desagravo para com a ação da SEFAU, Secretaria de Estado de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal, que imprudentemente tem procedido nas derrubadas das casas da população carente e recentemente até de igrejas evangélicas no Distrito Federal.

Gostaríamos de lembrar que, em meio a essa crise por que estamos passando, com cárceres superlotados, com jovens fora das escolas, com um problema de desemprego altíssimo, com o Entorno do Distrito Federal que sofre por falta de desenvolvimento e de opção, temos nas instituições religiosas, nas ONG grandes parceiros do Estado, tendo em vista a recuperação de jovens, de pessoas necessitadas e carentes.

Sr. Presidente, gostaria de ressaltar também que há uma ação positiva do Governador José Roberto Arruda e do Vice-Governador Paulo Octávio no sentido de reparar a ação cometida pela SEFAU. Portanto, gostaria que esta Casa, juntamente com o Governo do Distrito Federal e o Governo Federal, pudessem repensar que igrejas em uma situação como a que estamos vivendo, ou ONG, em meio à crise pela qual estamos passando, são grandes amortecedores sociais contra essa crise. Assim como o Estatuto das Cidades reza proteção social, interesse social para a desapropriação para moradias de baixa renda, que possamos considerar alguns desses parceiros do Estado, que muitas vezes não lhe custam um tostão, simplesmente as igrejas estão ajudando, estão beneficiando, estão tirando os jovens da rua, os marginais. Sabemos por pesquisas que o único trabalho eficiente com pessoas que estão aprisionadas, para reinserção social, é o trabalho de uma igreja, quer ela seja católica, quer ela seja evangélica.

Gostaria que a SEFAU, Secretaria de Fiscalização do Distrito Federal, pudesse rever seus métodos, suas ações truculentas, seguindo inclusive a orientação do Governador dessa própria Secretaria. Fica aqui meu desagravo em nome dos líderes religiosos, em nome do povo evangélico e do povo cristão do Distrito Federal para com essa ação que a SEFAU tem realizado.
Fica também, Sr. Presidente, um apelo para que possamos rever nosso sistema prisional. Que possamos usar o PAC, que é esse grande momento histórico que estamos vivendo, para alavancar o Brasil, tirando-o dessa grande crise que tem vivido.

Gostaria que esse discurso fosse registrado nos Anais da Casa.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Rodovalho

quinta-feira

Política

Ação de Graças pela Eleição

Ontem, quarta-feira dia 07/03/07, foi realizado na Sede internacional da Sara Nossa Terra um culto em ação de graças pela eleição dos Parlamentáres Evangélicos.
O culto contou com a participação dos Senadores, Deputados Federais e Deputados Distritais que compõe a Bancada Evangélica. Além dos Conselhos de pastores do DF.

Entre as personalidades presentes podemos destacar: o Ministro Agnelo Queiroz, o Dep Rodovalho, Dep Takayama, Dep Leonardo prudente, Pr Vilarindo, Rev Amós, Pr Fad Faraj, Bp Artur, Pr Jb Carvalho entre outros.

O culto também teve a participação super especial do Cantor Kleber Lucas.

ABRAÇO em quem se abraça, BEIJO em quem se beija e ABRAÇO com BEIJO em quem se abraça e beija!!!

FUI...

sexta-feira

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 02/03/07

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores funcionários que nos auxiliam nesta manhã, bom-dia a todos.

Sr. Presidente, gostaria de trazer à tribuna matéria que diz respeito à violência nas cidades que compõem o entorno do Distrito Federal. O Correio Braziliense de ontem veiculou o resultado do ranking produzido pela OEI, a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, a Ciência e a Cultura, publicado em pesquisa sobre o mapa da violência no País.

Por incrível que pareça, infelizmente, o Distrito Federal ocupou o quarto lugar no ranking nacional de homicídios de jovens na idade de 16 a 24 anos e o quinto lugar no ranking nacional da violência, depois de Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rondônia.

O jornal registrou também que, de cada 100 mil jovens, hoje 65 são assassinados. Sabemos por pesquisas anteriores, publicadas na revista Veja, que esses jovens são negros, pertencem a uma faixa etária desprivilegiada e muitos não têm instrução ou foram alijados do processo educacional.

Os números e as estatísticas confirmam que o grande problema que temos em segurança pública provém da questão social. O Brasil foi surpreendido há poucas semanas pela tragédia ocorrida no Rio de Janeiro em que o garoto João Hélio foi arrastado pelas ruas da cidade, fato que comoveu a todos. As estatísticas não têm por base unicamente o que aconteceu com o João Hélio, mas milhares de episódios.

Sr. Presidente, precisamos aproveitar este momento de interesse do Governo Federal e as propostas do PAC, especificamente no que diz respeito a políticas públicas para nossos jovens. O PAC precisa ser direcionado para que tenhamos políticas públicas capazes de dar esperança aos nossos jovens.

Quanto ao primeiro emprego, insisto na idéia de que o Executivo planeje o primeiro emprego com uma política que possibilite a assimilação desses milhares de jovens que hoje chegam à idade apropriada para entrar no mercado de trabalho, mas não têm oportunidade, nem a mínima chance de obter um treinamento de formação profissional. A pesquisa da OEI publicou o que todos já sabemos: o Brasil vive hoje num barril de pólvora.

O nosso problema social é muito sério, está acumulado há séculos, o Brasil é um País cuja idade é razoável. Enquanto os Estados Unidos da América lideram o mundo nas questões do PIB, do dinheiro forte e da universalidade de sua língua; o Brasil lidera quanto a dívida interna, a inflação, os juros altos, isso é uma somatório de diversas distorções ocorridas há séculos: governos que sucederam governos, que sucederam governos.

Observamos a oportunidade do Presidente Lula e vemos com bons olhos o PAC, pela primeira vez lançou-se um plano de desenvolvimento organizado e não podemos perder esse momento da história. Infelizmente o Brasil tem crescido muito pouco para assimilar toda a nossa mão-de-obra.

Sr. Presidente, gostaria que o Congresso pudesse auxiliar o Executivo e se colocar à disposição para que juntos façamos disso uma obsessão e que haja um mutirão nacional de salvação e de esperança para o nossos jovens, para dar-lhes emprego, treinamento, formação, escola e cidadania. Sem isso, o mapa da violência, infelizmente, apenas aumentará a cada dia.

Gostaria de parabenizar mais uma vez as ONGs e as igrejas que trabalham com os jovens, que são quem os amortece socialmente. Ainda não houve uma convulsão social maior devido a presença dessas atuações de igrejas e ONGs que estão trabalhando, semeando tolerância e amor para essa camada que é desprivilegiada, alijada e esquecida no processo de desenvolvimento. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que registre meu discurso nos Anais da Casa.

Muito obrigado.

Deputado Rodovalho

quarta-feira

Política

Mais ma vez quero trazer nos posts deste Blog e deixar bem claro que e-tornado.blogspot.com, não acredita em um país onde a ditadura ou o parlamentarismo dominam, as pessoas vivam felizes sem escolher aqueles que vão governar sobre elas.

O ser humano foi criado com o livre arbítrio, ou seja, ele faz aquilo que ele quer, e depois arca com as consequências. Se as suas ações são boas ele vai colher os frutos disso e se as suas ações forem más ele também vai colher os frutos amargos disso.

Dentro desse contexto, acredito que é o nosso direito escolher e votar em quem a gente achar que é melhor. Alguns post atrás eu falei a respeito do interesse do PT manter o Lula no poder por mais tem, tem até um projeto de lei para um Plebiscito sobre o Parlamentarismo. Analisando algumas declarações do nosso presidente, como a que segue abaixo:

Lula repete o 'ame-o ou deixe-o' da ditadura. Em discurso, hoje, no lançamento da pedra fundamental da fábrica a ser construída por uma subsidiária da Petrobrás em Pernambuco, o presidente Lula disse, em alto e bom som, para surpresa da platéia: ''Quem não acredita no Brasil, vá embora''. Lula frisou que aqueles que não acreditam no crescimento do País podem deixar o Brasil e ir viver em outro lugar, porque ele só quer junto a si pessoas que tenham fé no nosso desenvolvimento. A frase traz imediatamente a lembrança um dos slogans da ditadura militar de 1964, o famoso "Brasil, ame ou deixe-o". (texto extraído do Blog do Cláudio Humberto)

O que você acha que ele vai fazer se realmente o PT conseguir transformar o Brasil em Parlamentarista.

Pense nisso!!!

ABRAÇO em quem se abraça, BEIJO em quem se beija e ABRAÇO com BEIJO em quem se abraça e beija!!!

FUI...

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 23/02/07

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.

Quero fazer coro ao meu amigo e companheiro do Distrito Federal, Deputado Augusto Carvalho, no que diz respeito aos recursos do HOB, os quais são, infelizmente, desperdiçados na área mais sensível e carente do nosso País, a área da Saúde, e parabenizar o Correio Braziliense pela matéria tão apropriada.

Em qualquer pesquisa, a área da Saúde é uma das preocupações que abate os brasileiros.

Estamos vivendo uma crise não só de abandono à saúde do nosso povo, mas também de defasagem dos aparelhos estatais que não dão proteção à saúde do povo. Aqui, no Distrito Federal, vimos esse descuido.

Acredito que temos que tomar providências para que isso não aconteça, ou melhor para que os recursos cheguem à área da Saúde.

Quero também mencionar matéria trazida ontem pelo Jornal do Brasil sobre o valor que foi destinado pelo Governo Federal ao projeto do carnaval: 86.7 milhões em incentivo fiscal, com incentivo às empresas em 78 projetos carnavalescos, aprovados pela Lei Rouanet.

Sabemos, Presidente, que o carnaval é uma festa que envolve, de modo geral, toda a família brasileira. De feriado, é apenas um dia. Mas, na verdade, o País todo é envolvido praticamente cinco a seis dias.

O direito de fazer as fantasias e de se manifestar no carnaval cabe a cada pessoa. No entanto, proponho que repensemos o projeto como ele está hoje. O Brasil tem um prejuízo muito grande quando pára cinco seis dias. Cada dia parado, a economia brasileira perde bilhões de reais. O Brasil, como País em desenvolvimento, precisa repensar tal seqüência de feriados. Apenas a terça-feira seria tolerável, mas parar o País seis sete dias é um desperdício.

Por isso deixo registrado meu voto de protesto em relação ao feriado prolongado.

Precisamos vencer essa cultura e transformar apenas a terça-feira em feriado. Não quero repetir o que disse o Jornal do Brasil, que foi muito feliz, mas com esse dinheiro, Sr. Presidente, poderíamos combater a exploração sexual de crianças e adolescentes.

O Orçamento para este ano é de 56 milhões. Para a erradicação do trabalho escravo, foram destinados 11,1 milhão e para o combate à violência contra mulher, 8,1 milhão. O Carnaval levou mais dinheiro do que todos esses projetos extremamente nobres que defendem a vida. Foram gastos, o mês passado, 26 milhões com 442.000 bolsas-família. O GDF disponibilizou 2 milhões para o carnaval. Sei também que é deficitário o custo-benefício da maior indústria do carnaval: Salvador e Rio de Janeiro. Aquilo que o aparelho do Estado coloca é muito menos do que aquilo que o turismo pretensamente poderia trazer.

Sr. Presidente, gostaria que repensássemos essa questão, inclusive, do ponto de vista da economia. Um país como o Brasil, que tem uma bolsa de pessoas carentes e miseráveis, não pode se dar ao luxo de elaborar qualquer projeto sem os óculos da economia. Precisamos ser exigentes em relação ao custo-benefício de cada um dos nossos projetos.

Nesse feriado, tivemos o chamado carnaval alternativo. Parabenizo, de modo especial, a Igreja Católica do Distrito Federal que promoveu o Rebanhão — milhares de pessoas fizeram suas orações, construindo um Brasil de paz, um País melhor — e as Igrejas Evangélicas que fizeram seu carnaval alternativo.

Sr. Presidente, gostaria que o País pudesse assimilar a cultura de olhar todos os nossos feriados, todas as nossas iniciativas, também sob a perspectiva econômica. Infelizmente, não podemos nos dar ao luxo de parar uma semana, no meio de um ano dramático como este, em que o Brasil precisa alcançar um crescimento de no mínimo 5%. Se somarmos todo o tempo dos feriados, veremos que uma parcela muito grande do nosso crescimento é roubada simplesmente pelo fato de pararmos a máquina.

Peço que meu discurso conste dos Anais da Casa.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Osmar Serraglio) – A Mesa acolhe a manifestação de V.Exa. e determina que seu discurso seja publicado na íntegra. Como ontem, mais uma vez, V.Exa. chama a atenção da nossa sociedade, mais propriamente da nossa Casa, para tema relevante.

Deputado Rodovalho

terça-feira

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 22/02/07

Sr. Presidente, muito obrigado pela deferência. Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna nesta tarde para fazer breve comentário a respeito de matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, no dia 20, que trata do lucro dos cinco maiores grupos bancários deste País pelas taxas extras do ano passado, 25 bilhões de reais.

Sr. Presidente, estamos numa sociedade capitalista por opção, o Brasil respeita a propriedade privada, o lucro. Respeitamos e incentivamos o desenvolvimento, o crescimento, do qual o lucro é uma das partes motivadoras e notórias em qualquer sociedade desenvolvida do planeta. Por outro lado, gostaria de fazer uma observação. Hoje, o País convive com duas realidades extremas: o Brasil de ponta, das classes A, B e C, extremamente privilegiado, desenvolvido, e o Brasil muito carente, para não dizer miserável, alijado das mínimas condições de sobrevivência.
Após ler reportagem de ontem da Folha de S.Paulo, concluo que nós, Congressistas, o Executivo e a sociedade precisamos pensar uma forma em que o lucro de algumas instituições, especialmente das financeiras, seja, de alguma maneira, uma ponte para agregar esta alijada parcela do desenvolvimento social.

Sras. e Srs. Deputados, Deputada Luiza Erundina, o produto mais caro do País atualmente é o crédito. No Brasil se cobram os maiores juros de mercado. O crédito é o produto mais caro, embora seja o mais importante para o desenvolvimento. E a verdade é que caímos na ciranda de que quem mais precisa de crédito é quem menos tem acesso a ele. A propósito, os bancos estão lucrando 25 bilhões em taxas extras. O cheque especial, por exemplo, foi aumentado em 16%, além do pagamento adiantado de duplicatas, com acréscimo de mais de 15%. Hoje, se alguém quiser quitar uma duplicata, ela será taxada antecipadamente, fora da data.

Pensando nisso, deveríamos encontrar uma maneira para diminuir este lucro, que é, usando expressão religiosa, um lucro sagrado, resultado do esforço, do risco, do trabalho e do suor do trabalhador, que precisa ser muito respeitado. O lucro não precisa ser tão vultoso, tão predatório, não deveria sacrificar tanto as camadas mais carentes.

Hoje, se um vendedor, ambulante ou autônomo, precisar de crédito, por exemplo, para comprar um carrinho de cachorro-quente ou para montar seu micronegócio, aliás, seu "nanonegócio", vamos falar numa escala abaixo — eu sou físico e conheço um pouco dessas escalas —, ele não tem acesso porque muitas vezes não possui CGC — como é pessoa física, acaba encontrando restrições.

Ele terá direito a crédito, mas vai pagar juros altíssimos. Ele não terá garantias, pois as instituições bancárias fazem de tudo para proteger seu capital.

Então, Sr. Presidente, por que não trabalharmos no sentido de que parte dos lucros dos bancos seja destinada à parcela mais carente da população, com o fim de gerarmos empregos e desenvolvimento, de criarmos meios de integrar essa parcela hoje alijada.

Acredito que as próprias instituições bancárias, por si só, uma vez desafiadas, seja pelo Executivo, seja pelo Congresso, tomariam a liderança do processo. O Brasil precisa de alguém que tenha coragem e liderança para quebrar a separação que há entre os menos favorecidos e a sociedade privilegiada. Precisamos construir pontes, e a forma de fazê-lo é apelando aos setores privilegiados, sobretudo ao setor financeiro.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na condição de líderes e de responsáveis pelo modelo social, espero encontrarmos uma forma de levar crédito aos mais necessitados.

Ouvi o colega Deputado Rodrigo Rollemberg, que me antecedeu nesta tribuna, falar sobre o PAC. Concordo com S.Exa. quanto ao fato de que se trata de uma medida louvável, de um dos projetos que visam promover o desenvolvimento mais inteligente e organizado de que temos lembrança. O PAC vem em boa hora. O Brasil não pode continuar crescendo à média de 1,5%, 2% ou 3% ao ano. Precisamos crescer à taxa de 5% por pelo menos 7 anos seguidos para conseguirmos resgatar as camadas mais desprivilegiadas, ou, então, não conseguiremos alterar a bolsa de desempregados.

Essa bolsa de desempregados é o grande mercado à disposição da marginalidade e do crime organizado. Precisamos agir não apenas no que diz respeito à área social, trabalho eminente, socorro do dia-a-dia, mas que não resolve o problema a médio e a longo prazos.

O Distrito Federal possui ao seu redor um cinturão — as cidades do entorno —, cujo potencial humano para o trabalho é enorme. Ali deveriam ser aplicados, com inteligência, projetos geradores de emprego e desenvolvimento, e não apenas os 24 milhões já destinados à causa, mas um valor maior. A Região Centro-Oeste, nobres colegas, pela sua localização, permite acesso mais fácil ao restante do País.

O Governador José Roberto Arruda conversa neste momento com o Presidente Lula sobre como a Região Centro-Oeste pode ser beneficiada e ter o seu desenvolvimento alavancado, sendo verdadeiramente um elo de ligação entre as demais regiões.

Peço que ao Legislativo e ao Executivo que façam um grande esforço e liderem a integração dos brasileiros menos favorecidos à sociedade produtiva. Isso só acontecerá, a médio e a longo prazos, com crédito, planejamento e inteligência.

Parabenizo o Governo Federal pelo Programa de Aceleração do Crescimento — PAC.
Solicito a V.Exa., Sr. Presidente, que autorize o registro deste pronunciamento na íntegra nos Anais desta Casa.

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Osmar Serraglio) - Recebemos o pronunciamento de V.Exa. com satisfação e determinamos o seu registro e inserção na íntegra nos Anais da Câmara dos Deputados.

Peço ao pessoal técnico da Casa que viabilize a inserção do tempo também nesse outro painel. Quem se manifesta da tribuna oposta fica impossibilitado de acompanhar e saber o tempo que lhe resta.

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, os 5 maiores bancos nacionais tiveram um lucro de R$ 27,5 bilhões apenas com tarifas no ano de 2006. A taxarão foi tão alta que chegou a 135 % no quesito "quitação antecipada "e a emissão de cartão de crédito ficou 16 % mais cara em apenas um ano.
O setor financeiro é sem dúvida o mais lucrativo em uma economia como a nossa. Os lucros das instituições bancárias, tem sido exorbitantes, em qualquer dos planos econômicos adotados recentemente no Brasil, aponto de que estas próprias instituições terem seus balanços publicados sob curiosidade geral. da nação.

O Brasil é um país capitalista, por opção. Acreditamos na propriedade privada, no livre comercio, nos direitos dos indivíduos e das instituições exercerem seu trabalho e lucrarem honestamente. O que não podemos aceitar contudo é que lucro seja confundido, formalmente ou informalmente, com usura.

Em um país de raízes cristãs como o nosso, temos que perseguir o desenvolvimento, mas com justiça social e distribuição de renda. É justo o ganho de todas as instituições, e bem vindo o capital estrangeiro, mas para contribuir com o nosso desenvolvimento e especialmente para incluir a grande parcela de nossa sociedade alijada do processo de integração social.

O Brasil precisa urgentemente crescer e se desenvolver, mas sem se esquecer dos que estão no Brasil miserável que não tem acesso a juros, ou conta bancária e ou a qualquer investimento.
O setor financeiro poderia muito bem, liderar o Brasil em um exemplo de desprendimento para inclusão, abrindo mão de parte de seus exorbitantes lucros, para projetos que possibilitem o empreendedorismo das parcelas mais carente de nossa gente, financiando por exemplo, nano-empreendimentos. Ou que auxiliassem nas erradicações de favelas. Enfim, que pudéssemos colocar a parte do evangelho em prática sobre o amor ao próximo, como a si mesmo.

Nosso povo é trabalhador. Nosso País é o País das oportunidades. Mas não conseguimos trazer estas oportunidades para nossa gente de forma prática. O produto mais caro neste país é o crédito, especialmente para os mais carentes, que nào possuem garantias. Exatamente por isto entramos na ciranda, sem garantias, sem crédito, sem empresas, sem empregos privados, sem poder de consumo, sem força econômica no estado, consequentemente impostos exorbitantes, ou juros altos para atrair o capital especulativo, alimentando a inflação.

Precisamos quebrar este ciclo, implantando uma economia de mercando livre e responsável, e seria apropriado começar pelos que mais ganham, como o setor dos bancos brasileiros que lucram com o mais importante produto nacional, o crédito. Que impulsiona o crescimento, e traz o desenvolvimento e a inclusão o setores mais carentes.

Até nisto, o evangelho nos ajuda a compreender a vida humana, quando nos ensina a pensar no próximo e não apenas em nós mesmos.

Vamos encontrar uma maneira de levar o Brasl a crescer e a si desenvolver, trazendo para dentro os mais carentes e excluídos.

Semeando sonhos, construindo propósitos e decidindo destinos!
2007 Um novo começo!

Deputado Rodovalho

Política

PARLAMENTARISMO PETISTA


"Já está em discussão dentro do partido uma proposta de plebiscito para manter Lula no comando do país por mais tempo além do segundo mandato. O assunto será debatido no congresso da legenda em julho" Correio Braziliense

O PT não quer apenas dar um terceiro mandato para o atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, agora eles querem transformar o nosso pais, que com muito esforço conseguiu entrar na democracia, em um regime parlamentarista, Assim, Lula poderia chefiar o governo por anos a fio, sem prazo estipulado para sair do cargo.

Os deputados Devanir Ribeiro, Cãndido Vacarezza e o ex-deputado Rui Falcão pretendem apresentar o texto com essa proposta no congresso do partido, em julho. Se tudo der certo, o PT apresenta o projeto de lei aqui no Congresso e busca realizar o plebiscito sobre o parlamentarismo talvez até com a eleição municipal de 2008.

Isso é o cúmulo do absurdo... Não podemos deixar que essa raça, tire do nosso povo o direito de escolher quem vai comandar o nosso país...

ABRAÇO em quem se abraça, BEIJO em quem se beija e ABRAÇO com BEIJO em quem se abraça e beija!!!

FUI...

sexta-feira

Política

Cresce o número de brasileiros que não têm onde morar

Ano novo, casa nova? Infelizmente, essa não será a realidade de quase 8 milhões de famílias que ainda não têm onde morar.

O sem-teto Mário Sérgio, por exemplo, (veja foto ao lado de Antonio Cruz/ABr) vive há mais de um ano em barraca montada em cima de uma árvore na Esplanada dos Ministérios. Uma nova contagem realizada pelo Ministério das Cidades, com base em dados da Fundação João Pinheiro, de Belo Horizonte, eleva de 7,2 milhões para 7,9 milhões de moradias o déficit habitacional brasileiro. Comparando com o déficit de 2004, de 6,4 milhões de unidades, houve crescimento de 23,4%. Segundo o diretor de Produção Habitacional da Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, Daniel Nolasco, o fenômeno está relacionado com o crescimento vegetativo da população e, também, com a questão social. “O desemprego tem relação direta com isso.

A pobreza, apesar de ter melhorado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no país, também está relacionada diretamente com o déficit habitacional”, afirma. De acordo com o último censo demográfico, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estataística (IBGE) e relativo ao ano 2000, a população brasileira evoluiu 15,7% em relação ao censo anterior de 1991, passando de 146,8 milhões de habitantes para mais de 169 milhões de pessoas. As projeções do Instituto são de que haverá no país, em 2050, cerca de 259 milhões de habitantes.

Daniel Nolasco estima que é possível equacionar o déficit caso a população do Brasil se estabilize em torno de 200 milhões de pessoas. “Aí você começa também a estabilizar o déficit habitacional e ter uma queda no absoluto e não só no relativo. Comparando o déficit com a população total do país, ele vem caindo. Comparando com déficits passados, não. Vem até aumentando. No censo de 2000, (o déficit) era 6,6 milhões. Cresceu mais de um milhão”, diz o diretor.

Segundo Nolasco, 86% do déficit habitacional de 7,9 milhões de unidades é constituído por pessoas com renda até três salários mínimos. “Quanto mais alta a concentração, mais baixa a renda e, portanto, maior a dificuldade para adquirir a casa própria”, explica. O objetivo da Política Nacional de Habitação (PNH), coordenada pelo ministério, é combater o déficit, priorizando o atendimento às famílias com até três mínimos.

(Fonte: Agência Brasil)

Política

Relatórios ajudam a compreender melhor o fenômeno urbano das favelas cariocas

Dois estudos lançados recentemente oferecem subsídios para quem quer se aprofundar na discussão a respeito da complexidade da questão urbana, que tem sido um desafio para o trabalho de igrejas e pastores. A cidade apresenta uma gama variada de aspectos sociais, culturais, políticos, psicológicos e religiosos que impedem ou favorecem o cumprimento da missão cristã. Entre todos estes, a favela é, com certeza, um dos temas mais complicados e estratégicos. Os relatórios dos pesquisadores trazem luz sobre o assunto e podem servir para o desenvolvimento de planos de ação para estas áreas da cidade.

O primeiro estudo foi divulgado na revista eletrônica Urbana, do Centro Interdisciplinar de Estudos da Cidade (CIEC), da Unicamp, e trata do tema “A política, o direito e as favelas do Rio de Janeiro: Um breve olhar histórico”, de Rafael Soares Gonçalves, doutorando em História na Universidade de Paris. No resumo da obra: “Tendo em vista a precariedade jurídica das favelas no Rio de Janeiro, a análise histórica da legislação e da política urbana revela-se fundamental para a compreensão dos desafios sociais em torno do acesso ao solo urbano, assim como as estratégias dos diferentes atores urbanos. Neste contexto, este artigo tenta estabelecer uma releitura sociopolítica do Direito a fim de analisar como a realidade social constrói o Direito e como este provoca repercussões efetivas no plano social. Este texto pretende também analisar como a política urbana direcionada às favelas revelou-se um importante instrumento de marginalização da população favelada, bem como um poderoso meio de maximização do acúmulo de capital no Rio de Janeiro”.

O outro estudo, “Favelas cariocas: Comparação das áreas ocupadas 1999/2004”, faz uma análise da expansão horizontal destas áreas na cidade do Rio. O relatório, assinado por Gustavo Peres Lopes e Fernando Cavallieri, diz, entre muitas outras informações muito úteis para quem trabalha com a cidade (e ora por ela), que “das 750 favelas cadastradas no Instituto, 356 (47,47%) tiveram crescimento de área; 351 (46,80%) não alteraram suas áreas; 43 (5,73%) tiveram suas áreas reduzidas; que as favelas Rio Piraquê, Beira Rio e Vila Rica de Irajá foram as favelas que mais cresceram em área absoluta; que a Zona Norte abriga o maior número (312 favelas) e a Zona Sul, o menor: 52 favelas; que, enquanto em 1999, as favelas ocupavam 41,46 km², em 2004, passaram a ocupar 42,89 Km², representando 3,5 % de crescimento entre esses dois anos. A Zona Oeste foi a que mais cresceu percentualmente (6,4 %).”

O estudo foi divulgado durante um seminário realizado pelo Instituto Pereira Passos, da Prefeitura do Rio de Janeiro, em convênio com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), da UFRJ, no início de dezembro. O seminário “Favela Hoje e Amanhã: breve balanço do anos 90 e perspectivas” também fez a apresentação do resultado da pesquisa econômica feita no Jacarezinho (uma das maiores favelas da cidade), onde ficou constatado que a comunidade é quase auto-suficiente em relação ao seu comércio. A área comercial da região supera o comércio de alguns bairros próximos juntos (Maria da Graça, Benfica, Cachambi e Jacaré).

terça-feira

Política

Bancada evangélica se rearticula após encolher pela metade


Lúcio Vaz
Do Correio Braziliense
20/02/2007

08h40-A bancada evangélica na Câmara ficou reduzida a pouco mais da metade em conseqüência do envolvimento de seus integrantes com a máfia dos sanguessugas. Com 62 deputados na legislatura passada, a bancada conta agora com apenas 37 integrantes. A CPI dos Sanguessugas apontou 69 deputados de envolvimento com a quadrilha das ambulâncias. Vinte e quatro eram evangélicos. Nenhum deles conseguiu a reeleição. Alguns nem tentaram. Entre os acusados, 14 eram membros da Igreja Universal. A atual bancada evangélica tem a predominância da Assembléia de Deus, com 12 integrantes. Três deles trocaram de partido após a eleição e ingressaram no PAN. A Universal ficou reduzida a cinco representantes. Na legislatura anterior, havia 18 deputados da Universal e 20 da Assembléia de Deus.

O envolvimento com os sanguessugas dizimou a cúpula da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente, Adelor Vieira (PMDB-SC), e três vice-presidentes, João Batista (PFL-SP), Wanderval Santos (PL-SP) e Almir Moura (PL-RJ), incluídos na lista da CPI, não foram reeleitos. Mesmo quem não foi citado acabou sofrendo desgaste eleitoral. Em alguns estados, adversários locais difundiram a idéia de que todos os evangélicos teriam colaborado com a máfia das ambulâncias. Os vice-presidentes Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE) e Pastor Reinaldo (PTB-RS) ficaram como suplentes de deputado em seus estados.

Depois dos problemas enfretados na última legislatura, pelo menos três presidentes nacionais de igrejas evangélicas, Bispo Rodovalho (PFL-DF), da Sara Nossa Terra; Bispo Manoel Ferreira (PTB-RJ), da Assembléia de Deus; e Mário de Oliveira (PSC-MG), o Evangelho Quadrangular, foram para a disputa eleitoral e se elegeram deputados. Um deles deverá assumir a presidência da frente parlamentar.

Nova direção

Adelor foi apontado pelo empresário Luiz Antônio Vedoin como colaborador do grupo Planam. O empresário disse que pagou propina de R$ 40 mil ao parlamentar. Uma parcela de R$ 26 mil teria sido entregue pessoalmente por Vedoin ao parlamentar na Câmara. Mais R$ 14 mil teriam sido pagos a uma gráfica de Joinville (SC) indicada pelo deputado, no final de 2005. Adelor apresentou uma emenda em 2004, no valor de R$ 560 mil, destinada a uma entidade assistencial de Joinville denominada Sociedade de Assistência Social Deus Proverá. A comissão teria sido paga em conseqüência da apresentação dessa emenda.

Em entrevista ao Correio, Adelor negou que tenha colaborado com o grupo Planam e afirmou que os evangélicos estariam sendo perseguidos. “Nunca tive contato com eles. Querem pregar essa pecha de que os evangélicos seriam uma quadrilha. Isso é grave. Há alguma coisa por trás disso”, desabafou. Antes dele, o grupo foi liderado pelo deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ), que renunciou ao mandato quando foi envolvido no escândalo do mensalão. Em maio do ano passado, Rodrigues foi preso por envolvimento com a máfia das ambulâncias.

Com a queda da sua cúpula, quem responde atualmente pela frente parlamentar é o quarto-secretário, deputado Lincoln Portela (PR-MG). Ele reconhece que a redução da bancada foi motivada pelo escândalo dos sanguessugas: “O fato determinante foi o envolvimento de muitos evangélicos com os sanguessugas. Os evangélicos não se sentiram confortáveis para eleger esses deputados como na eleição passada. Os grupos evangélicos, hoje, não votam só porque o candidato é evangélico. Essa história de ‘irmão vota em irmão’ não existe mais. E tinha muito disso há tempos atrás”. Ele acrescentou que todos acabaram pagando pelos culpados: “Alguns dos citados eram inocentes, mas nem disputaram a eleição”.

Sem vínculo

Mesmo sem ter qualquer envolvimento com a máfia das ambulâncias, Portela disse que não pretende mais manter um vínculo com a frente parlamentar: “O deputado tem que ser deputado para a nação toda. Alguns estão preferindo trabalhar mais pelo mandato”. Ele afirma que deverá ser eleito um novo presidente da frente nas próximas semanas. Aposta em dois nomes: Walter Pinheiro (PT-BA) e Bispo Rodovalho (PFL-DF): “São dois nomes de muito conceito na Casa”, argumenta.

Questionado sobre essa possibilidade de presidir a frente, o recém-eleito Rodovalho responde como um político experiente: “Estou querendo servir, querendo ajudar”. Mas citou outros “grandes nomes”, como Manoel Ferreira, João Campos (PSDB-GO) e Pastor Takayama (PMDB-PR). Rodovalho também aponta o motivo da redução da bancada: “Sem dúvida foi toda aquela situação que envolveu a Operação Sanguessuga, com a denúncia de alguns líderes. Aquilo machucou muito e levou a igreja a se tornar mais exigente na questão do voto, e houve uma redução”. Segundo Rodovalho, os envolvidos foram punidos de acordo com o código de ética de cada igreja.

Click aqui e confira a Bancada Evangélica

Fonte: Correio Web

sábado

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 16/02/07

O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, chamo a atenção de V.Exas. para a Portaria nº 264, do Ministério da Justiça, que dispõe sobre a nova regulamentação para a classificação indicativa de programas de televisão. Parabenizo o Ministério da Justiça pela iniciativa de criar essa a cartilha. Essa portaria, publicada esta semana, estava sendo aguardada por toda a sociedade, especialmente pelos educadores e aqueles que se preocupam com a formação da criança e do adolescente.

Sabemos que a influência dos programas de televisão sobre a formação da criança é muito grande, especialmente no Brasil. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da PUC, do Rio Grande do Sul, crianças e adolescentes passam em média 4 a 5 horas por dia em frente à televisão. Dados da UNESCO revelam que o tempo gasto pelas crianças assistindo TV é 50% superior ao tempo dedicado a qualquer outra atividade, inclusive escola.

O Instituto Kiddo's, em 2003, revelou que crianças que ficam expostas à televisão têm as seguintes interferências em sua formação: substituição do sonho infantil pela ilusão adulta; banalização da violência, do sexo e do próprio vocabulário; e o desrespeito ao ser humano.

Sr. Presidente, chamo a atenção de todos para o fato de que essa cartilha do Ministério da Justiça veio em bom tempo para tentar alertar os pais, os educadores e toda a sociedade para a responsabilidade de proteger seus filhos. Segundo a World Summit on Media for Children Foundation, na Austrália, uma instituição que trabalha com crianças, crianças que se expõem à televisão fora do normal se tornam 10% mais agressivas.

Com base nesses dados, parabenizamos o Ministério da Justiça numa semana em que estamos todos sofrendo com a perda do menino João Hélio, que foi vítima da violência, uma tragédia gerada por adolescentes que, sem dúvida nenhuma, receberam influência dos programas de TV.

Temos ainda um agravante: 32,75% da população do Brasil está abaixo da linha da pobreza, ganhando 75 reais e 50 centavos per capita. Os 10% mais ricos ganham 47 vezes mais do que os 10% mais pobres deste País, e apenas 1% dos mais ricos desta Nação retém a quantia dos 50% mais pobres. Em uma sociedade dessas, podemos concluir que tragédias infelizmente podem vir a acontecer. Sem ter aonde ir, os adolescentes ficam na frente da televisão ou vão para a rua.

Sr. Presidente, hoje estamos vivendo uma verdadeira escalada de falência. A família faliu na responsabilidade de cuidar do filho e a transferiu para a escola. A escola foi vencida e, por sua vez, transferiu essa responsabilidade para o centro social. As crianças não conseguem ficar em casa e vão para a escola, onde se agrupam. Mas como a escola, infelizmente, é muito deficiente, inclusive em termos de horários e assimilação, elas vão para os pequenos grupos dos centros sociais, que também estão falidos — sabemos muito bem disso. Então, para onde as crianças vão? Para as ruas, onde os marginais as adotam.

Infelizmente, essa é a nossa realidade. Uma progressão de instituições falidas, que precisam de ajuda e de intervenção rápida.

Parabenizo a Casa pelas mudanças no Código Penal que procedemos esta semana, mas temos muito a fazer, Sr. Presidente. A revista Veja desta semana trouxe algumas sugestões pontuais.
A matéria sugere, primeiro, que seja criada uma rede multidisciplinar para acompanhar todos os adolescentes infratores. A criança abandonada de hoje é um adolescente infrator amanhã, e o adolescente infrator será um adulto criminoso. É uma escala progressiva.

Outra sugestão que a revista traz é o policiamento comunitário, o antigo policial da comunidade. Ele cria vínculos com as famílias e acompanha o comportamento dos jovens. Finalmente, a criação de varas especiais para correção dos policiais de conduta desregrada e criminosa.

Finalmente, Sr. Presidente, citarei o conselho de Deus na Bíblia Sagrada, o qual se encontra no livro de Provérbios, Capítulo 22, versículo 2: “Ensina a criança o caminho que deve andar e quando for adulto jamais se desviará dele.”

Portanto, o Brasil precisa de uma revisão profunda.

O Ministério da Justiça está de parabéns pela cartilha que lançou nesta semana.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Rodovalho

sexta-feira

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 15/02/07


O SR. RODOVALHO (PFL-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Boa noite, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, assessores e funcionários que nos auxiliam nesta noite.

Sr. Presidente, quero ressaltar o trabalho da Casa nesta semana com relação à redução da maioridade penal e dos projetos que alteram o Código Penal.

Não obstante o esforço que faz o Congresso brasileiro, necessitamos de algumas medidas que ampliem o Código Penal. Sabemos que o Brasil está sofrendo, esta semana, uma grande dor pela perda do garoto João Hélio, que foi arrastado no Rio de Janeiro, chocando as nossas famílias e a sociedade.

Precisamos tomar medidas mais profundas. Sou líder religioso, lidero um ministério e trabalho com jovens. Citarei alguns números que nos preocupam.

Atualmente, 40% dos óbitos no Brasil ocorrem com rapazes e moças entre 15 e 24 anos. Cerca de 30% da população carcerária, ou seja, quase 70 mil pessoas têm entre 18 e 24 anos.
Desses, temos 9.555 adolescentes entre 12 e 18 anos privados da sua liberdade. Há quase 79 mil jovens e adolescentes encarcerados e 51 milhões de jovens entre 10 e 24 anos no Brasil de hoje, dos quais 8 milhões têm baixa escolaridade, com atraso de 5 anos na série escolar.

Esse quadro, Sr. Presidente, mostra que precisamos de políticas públicas capazes de resgatar os jovens dessa realidade. Não basta apenas trabalharmos com questões pontuais, que são importantes, sim, mas não resolvem o problema.

Gostaria de deixar expressa nossa preocupação com esse problema, para que possamos tomar medidas com base na educação, no apoio ao trabalho dos religiosos e das igrejas, a fim de recuperarmos esse exército de jovens sem esperança. Dói-me muito ver jovens que, saídos da marginalidade, procuram emprego e não encontram.

Gostaria de pedir ao Governo Federal empenho nessa questão. Sei que o Presidente Lula tem se empenhado muito. Precisamos resolver o problema do primeiro emprego. Isso traria soluções pontuais para o exército de jovens que saem da escola por diversas razões e não têm como se integrar naquele programa.

Portanto, Sr. Presidente, encerro minha fala pedindo que, juntos, tomemos providências para gerar emprego para esses jovens. Espero que possamos ter um trabalho de assistência social e todos os programas de políticas públicas, juntos, resgatando a grande dívida social que temos e que bate especialmente na nossa juventude.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Deputado Rodovalho

Política

Discurso do Dep Rodovalho no plenário no dia 08/02/2007

O Senhor Rodovalho (PFL-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) Boa-noite, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, funcionários. Quero registrar aqui nossa preocupação com o ensino brasileiro.

O jornal Folha de S.Paulo de hoje notificou o relatório do Ministério da Educação relativo ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica - SAEB de 2005, em que as notas de nossos alunos estão inferiores às notas obtidas em 1995, ou seja, o ensino brasileiro, aparentemente, caminha para baixo. Em vez de ganhar, estamos perdendo qualidade. Quero deixar registrado, também, alguns dados sobre a educação no País. Há 14,6 milhões de analfabetos, sendo que 9,6 milhões dessas pessoas moram nas cidades onde temos acesso às escolas. Apenas 6,4 anos é a média de estudo de nossos alunos que se consideram alfabetizados e estão trilhando toda a sua carreira educacional. Esses números nos preocupam e precisam ser confrontados.

Sr. Presidente, sabemos que nenhum país se desenvolve sem educação, base de toda nação e parte da história do desenvolvimento dos países. Por isso, devemos fazer um mutirão de professores - sou professor de Física há mais de 20 anos - para resgate da educação brasileira. Chamo a atenção dos Srs. Parlamentares e dos representantes do Executivo, no caso, do Ministério da Educação, para que empreendamos esforços a fim de resgatar a educação das crianças e dos adolescentes. Este é o registro que faço na condição de educador, homem religioso e partícipe da sociedade.

Muito obrigado.

Deputado Rodovalho

quarta-feira

Agenda Cultural

O Fenasp, na pessoa de seu Presidente, convida VOCÊ para o culto de ação de graça, que daremos aos novos Deputados eleitos da Frente Parlamentar Evangélica, na ocasiào contaremos com a presença dos parlamentares eveangélicos e autoridades eclesiásticas.

Sua presença e indispensável.

Local: Embaixada Sara Nossa Terra –QMSW 4 Bloco 7-Setor Sudoeste
Data: 07 de março de 2007
Horário: 20:00 h
Contato: (61) 3032-6034